Condeixa-a-Nova

Como Dueles en Los Labios - Maná

Segunda-feira, 30 de Maio de 2011

20 a 22 de Maio de 2011

* Encontros de Maio *
Condeixa-a-Nova
Amigos do Centro


Inserido numa iniciativa Autárquica "V Encontros de Maio", os Amigos do Centro promoveram um Convívio entre Companheiros Autocaravanistas  como forma de agradecimento e de reconhecimento à promoção do Turismo Itinerante a bordo de uma Autocaravana que este Município tem vindo a desenvolver.

Em meados de Novembro do ano transacto foi aqui criada uma Área de Serviço de apoio ao Autocaravanismo Itinerante, uma infraestrutura, simples mas muito funcional, extremamente bem localizada.

Com o Mercado Municipal logo ao lado e o Centro da localidade a menos de 10 minutos a pé, é uma excelente localização e factor de desenvolvimento do Turismo local.


Sendo um acontecimento que acontece a 200 Km, optei por iniciar viagem na sexta-feira, ao inicio da noite.


Até Coimbra, sem recurso a auto-estradas e sem recurso ao GPS tudo correu na perfeição.


A surpresa viria a acontecer quando o GPS me "manda" aceder a Condeixa por Poente. Acreditando ser uma boa solução segui as preciosas indicações até ser surpreendido com o fim de uma Urbanização e uma estrada, bem larga, mas de terra batida.


Um tanto surpreendido, olho para o GPS e verifico que são apenas 2,5 Km assinalados como uma estrada aparentemente circulável.


Passados cerca de 1.500 metros a estrada larga estreita mas mantém cerca de 4 metros de largura, insuficientes para inverter a marcha.


Sem luz pública, sem vivalma nas proximidades, olho para o GPS, faltam apenas 400 metros. Mas foram os metros mais longos que já percorri em autocaravana.


De novo numa estrada alcatroada, já bem mais calmo e com o destino em vista no GPS. Seriam apenas percorridos caminhos devidamente pavimentados.


E foram de facto. Mas não aconselháveis de todo a autocaravanas com 7 metros de longo, quase 2,5 de largo e 3 de alto!!!


Por ruas estreitas, pejadas de varandas à esquerda e carros estacionados à direita, estava sempre a tirar medidas em altura e em largura.


Bom! Pela meia noite cheguei ao Centro Histórico de Condeixa-a-Nova, nada mau!!!


Chegados ao parque de estacionamento do Mercado Municipal, muito bem composto por vários "Hoteis Rolantes", estacionado o meu Hotel Rolante, há que cumprimentar os Companheiros que por ali permaneciam e contar as peripécias e ocorrências.


A maioria dos Companheiros encontrava-se no Cine-Teatro de Condeixa onde decorriam ainda várias actividades.


Recolhidos, já de madrugada, uma noite tranquila nos aguardava.


Na alvorada...







Enquanto a grande maioria ainda se enrolava nos lençóis havia que ser feito um primeiro registo fotográfico do dia.


Muitos Companheiros conhecidos e muitos também desconhecidos.


O nosso anfitrião, que também é madrugador, o Amigo Couto, foi dos primeiros a receber um "Bom dia".


Por entre aquele parque de viaturas havia algumas que marcavam a diferença como por exemplo:



Um dos Hoteis Rolantes pertencentes ao Grupo de Acordeão "Os dois à Rasca" que viria a marcar presença neste encontro e não apenas em termos de "trabalho".


O Companheirismo aqui teve uma forte palavra.


Mais adiante, alguns pormenores que me surpreenderam pela novidade.




Por terras Gaulesas é perfeitamente normal e natural encontrar autocaravanas transportando viaturas em estilo atrelado.


Por cá, para mim, foi novidade.


Um normal Smart, perfeitamente adaptado a ser transportado, com as quatro rodas no chão e sem condutor, por uma vulgar autocaravana.


Tanto quanto o Companheiro me informou, este sistema está perfeitamente homologado em Portugal.


A mobilidade aqui é elevada ao máximo de conforto com o auxílio de um pequeno Smart.


Pelas 8H30m o movimento foi tomando conta da praceta já que estava prevista uma actividade Cultural pelas 9H30m.






Cumprindo horários, lá deixamos as nossas princesas ali estacionadas e partimos em passeio pedonal, que faz sempre bem à saúde, e o coração agradece, para bem perto do Centro de Condeixa-a-Nova.



Enquanto nos deslocávamos íamos partilhando conversas sobre um pouco de tudo o que nos move neste Mundo das Autocaravanas. É o chamado Espírito Autocaravanistico.



Aqui e ali, eu ia apontando a minha objectiva para outros pequenos pormenores que tanto gosto me dão.


A Natureza na sua mais perfeita beleza e graciosidade.






Mas permanecia atento a outros pormenores que talvez tenham passado ao lado de alguns Companheiros.




Como este estranho meio de transporte rodoviário, algo sui-generis, bem estacionado numa das ruas de Condeixa-a-Nova!


Seguindo caminhada, em alegre cavaqueira, o grupo seguia por vezes alheado que ocupava toda a faixa de rodagem.




Nos beirais dos telhados havia quem trabalhasse arduamente para alimentar as suas crias.




Outros sinais, outros pormenores, a Primavera no seu encanto.


Chegados à Junta de Freguesia de Condeixa-a-Nova, uma muito breve pausa para reagrupamento e para umas explicações do que ali iríamos apreciar.


Com a presença do Sr. António da Costa Paula, utilizador do nome artístico TóMiro, ou simplesmente Miro, como aparece gravado em alguns aparelhos que este Artesão tão sabiamente produz a partir de...




...a partir de simples cabaças!!!


É! É incrível aquilo que conseguimos extrair de uma simples cabaça...










Guitaras clássicas, de 6 e 12 cordas, bamdolins, violinos, violetas e...





rabecas, um instrumento de origem árabe, uma ocupação que aconteceu por estas paragens no longínquo início do segundo milénio.


Mas não se ficava por aqui a aplicação da arte de manusear e transformar as cabaças do Sr. Miro.









Nas paredes, aqui e ali, podiamos observar alguns quadros dignos de estarem numa qualquer Galeria de Arte.




Mas o tema principal da exposição era claramente a arte de transformar a cabaça num qualquer instrumento musical de cordas que as mãos sábias do Artesão Tó Miro conseguiam.





Tudo aqui era sinal de árduo trabalho de alguém que certamente nutre uma imensa paixão por instrumentos de corda.




Agora, que estamos a chegar ao fim desta exposição fotográfica, desafio a olhar para outro ângulo da cousa...


Que tal voltar atrás e reparar nos pormenores, preciosos, graciosos e engenhosos, que sustentam todos estes instrumentos?


Autênticas obras de arte, realizadas em vulgares canas, mas plenas de intenção.


 
Até o suporte da pauta musical, com a apresentação do Artesão em apreço, é em si uma autêntica obra de arte que merece ser devidamente apreciada.



O entusiasmo era grande e o Sr. TóMiro não se furtou às explicações dos Companheiros mais curiosos.



Depois desta breve mas muito agradável exposição os Companheiros foram reunindo-se cá fora em amenas conversas sobre um pouco de tudo.



Daqui seguimos para o Centro de Condeixa-a-Nova, algo que já havia conhecido na chegada.


Como  estávamos no 3º. sábado do mês...




...fomos então brindados com uma Feira de Antiguidades e um pouco mais.





Uma aula de ginástica ao ar livre, para manter a actividade física e o bem estar do corpo e da alma.


Para além desta aula, que dispensei, confesso, deliciei-me com aparelhos fotográficos.







Mas não se ficou apenas pela fotografia e imagem a minha atenção.









Objectos de hoje e de ontem numa montra que entusiasmava e cativava o passante.


O artesanato também tinha aqui a sua montra.







Lá "fora" o pessoal continuava a malhar o corpo ao som de boa música que convidava ao esforço rítmico.







O tempo foi seguindo o seu curso e a manhã seguia a passos largos o seu rumo.


Ali ao lado, a Igreja Matriz chamou a minha atenção, um convite a entrar, talvez momentos de reflexão e também de agradecimento.





No exterior permanece o agradecimento de um povo à sua crença.




Já no interior registei pequenos pormenores que me chamaram a atenção, ou talvez mais atenção.





Na ala esquerda, um vão com uma manta contendo um Brasão, protegida por um grosso gradeamento, me  intrigou e para o qual procuro ainda respostas que não mas souberam dar na altura os presentes.




Alguém que por aqui passe poderá dar-me a razão deste "sinal"?


Certamente haverá alguma razão, alguma explicação para esta manta contento um Brasão tão fortemente protegida.


Não encontrei respostas.


Já de regresso ao largo da Feira, apesar da afluência ter diminuído significativamente, registavam-se ainda alguns resistentes na aula de aeróbica.




Finda a aula, havíamos que regressar ao Mercado Municipal.


Pelo caminho, outros pormenores foram registados com agrado por um olhar mais contemplativo. 






Chegados às proximidades dos nossos aposentos, as conversas eram mantidas enquanto a janta era confeccionada.




As concertinas e acordeãos afinavam-se pela mão dos "Dois à Rasca".




Os Bombeiros, numa actividade extra de reunir fundos para a corporação, que a vida está cara e todos os recursos são poucos, proporcionaram um serviço de catering aos Companheiros que decidiram solidarizar-se com esta causa humanitária.




Um bacalhau assadinho na brasa com umas batatinhas a murro foram a especialidade servida em jeito de prato único mas muito saboroso.


Claro que o almoço aqui foi em grupo, em confraternização, porque afinal, é mesmo à mesa que a gente se entende.





Um "farrusco" chamou-me a atenção e fixou a minha objectiva.




Após o almoço havia um tempo de descanso, de recolhimento.


Até para retemperar as pernas que haviam estado a manhã toda em constante exercício físico.


Eu, aproveitei uma fugida ao Parque Urbano que existe nas redondezas, onde um ribeiro que o atravessa lhe confere uma frescura única, onde a Primavera opera maravilhas que não me canso de registar em memórias fotográficas que ficarão para o futuro.







Num jogo de cores e de sons, difíceis de registar em foto mas mesmo assim tentados.






Quase deitado no verde extenso do Parque estava tranquilo a registar momentos únicos.





Quando sou chamado "à recepção"!!!


Numa espécie de treino, de salvamento em altura e grande ângulo, os Bombeiros haviam colocado uma auto-escada para proporcionar aos mais corajosos um olhar diferente sobre o local.










Lançado o desafio de subir às alturas e ali registar em foto a vista a 30 metros do solo, no topo de uma escadinha metálica, que abanava por todos os lados...


Bom! Aceitei!!!!






Enquanto subia, num vazio que mexia um pouco o estômago, a vista ia-se alargando até perder de vista.


Lá em cima, havia que aproveitar aquele momento único e dificilmente repetível.
























Após uma viagem fascinante, e registados momentos diferentes, havia que dar lugar a outros Companheiros e Companheiras que ousaram desafiar a lei da gravidade e subir a 30 metros de altura numa escadinha rolante!!!
















Enquanto o material era testado por mãos experientes, enquanto a experiência era também adquirida, os participantes desfrutavam de sensações diferentes e únicas.


Ao lado, outras actividades lúdicas iam sendo levadas a cabo com empenho e dedicação.












A tarde decorria animada com actividades lúdicas proporcionadas pelos Amigos do Centro, a confraternização estava agradável.


Mas eu haveria de efectuar uma pausa para outras actividades, desta feita mais pessoais.


Já que o domingo estava comprometido com a viagem de regresso ao Norte, havia que cumprir ainda assim as obrigações dominicais e nada como cumpri-las ali, em Condeixa-a-Nova, onde a alegria e o prazer reinavam em harmonia.


De novo no Largo da Feira, pormenores arquitectónicos mereceram a minha atenção.







Já após o lanche, saboreado a bordo do nosso Hotel Rolante, o Companheiro Paulo Pimenta nos surpreendeu com uma actividade "fora do programa".


Uma viagem aos arredores, àquela que é considerada a Nascente, onde Condeixa em tempos não muito distantes ia captar a água.


Um complexo hídrico, com claros sinais de bom tratamento e protecção, é mantido em funcionamento para relembrar tempos passados.


Enquadrado num pequeno Parque Urbano, onde uma piscina fluvial é o ponto alto, especialmente em dias de verão, onde o calor ali só é amaciado com a frescura daquelas águas.


















Aqui o fotógrafo foi substituído já que o diálogo com o Companheiro e Amigo Paulo Pimenta estava muito animado.


Ficou o registo de uma paragem que certamente merecerá uma nova passagem com outro olhar.


O tempo corria, a tarde fugia, e o anoitecer anunciava a sua chegada.


Era hora de recolhimento e hora de aconchegar o corpo com um jantar confeccionado no conforto do Hotel Rolante que tem apresentado o letreiro de "esgotado"! Apesar de só viajarem ultimamente duas pessoas.


A noite prometia ser longa pelo Programa que nos haviam entregue.


Pelas 21H00m, com o Cine-Teatro de Condeixa completamente esgotado, aguardava-se o iniciar das actuações que prometia ser longa.






Os primeiros a actuar foram o "Grupo de Bandolins da Casa Museu Fernando Namora", onde o "Chefe" Couto marca presença.





Com a introdução de novas vertentes neste Grupo, nomeadamente a introdução de vozes no seu seio, veio engrandecer ainda mais a sua valência.




Para rematar a actuação deste Grupo houve ainda tempo de introduzir um Companheiro que trata a guitarra por tu e com ela cria momentos de encanto muito agradáveis de ouvir, um Fado sentido, vindo de terras do Sul, lá para os lados de Alenquer, aquela que é considerada a Vila Presépio tal a sua parecença com este nas vertentes montanhosas que ladeiam.


E ali estava o Companheiro Lucas da Silva a dignificar mais uma vez o Espírito Autocaravanista.





Um grupo de jovens vindos de Bretten, Alemanha, veio também dar um ar da sua graça com musica ligeira internacional.








Uma actuação que de certo modo internacionalizou os Encontros de Maio.


Seguiram-se os cantares do "Grupo de Cantares de Vila Seca", onde vários Companheiros e Companheiras também aqui oferecem os seus dotes e as suas disponibilidades.







Seguiram-se ainda as actuações do agrupamento "Tuna e Cantares de Egas"  e ainda a actuação do "Rancho Folclórico e Etnográfico da Eira Pedrinha".


Infelizmente, vencido pelo cansaço e pelos compromissos para o dia seguinte, não assisti até ao final que ultrapassou em muito a meia-noite.


Ainda antes de sair do Cine-Teatro de Condeixa registei pequenos pormenores que nos transportavam até meados do século passado.








Recolhidos por fim ao Vale dos Lençóis onde o sono dos justos foi reposto.


Já no domingo, e ainda antes de me despedir de Condeixa, efectuei uma breve manutenção nesta Área de Serviço que ainda não havia experimentado.






Um último olhar e partimos então em direcção ao Norte.


Logo após a passagem por Águeda, uma Povoação, um lago e uma Capela nos havia chamado atenção por diversas vezes. Desta, decidimos ali parar um pouco mais o nosso olhar e também ali efectuar uma primeira e breve paragem para desentorpecer as pernas.




Aqui esticámos as pernas e descansamos o olhar em paisagens que cada vez mais se esgotam na urbanidade a que nos votamos no dia a dia.








E a magia destes passeios, cheios de imprevistos, nos proporciona sempre momentos únicos que merecem ficar registados para mais tarde recordar.












Um choupo me captou a atenção tal a imensidão de estranhas formações que do seu tronco brotavam.






À beira da antiga estrada, agora cortada ao trânsito, uma Capela encerra a estatueta de N. Srª. com o Menino Jesus ao colo, um canto seguramente muito procurado por peregrinos que por estas paragens e por esta altura ainda percorrem estas estradas tendo como objectivo chegar a Fátima.





À nossa espera, está o nosso Hotel Rolante.




Mas ainda faltava uma missão humanitária, dar de comer a quem tem fome.




Um tanto a medo a bicharada lá se foi aproximando, cada vez mais em passo bastante acelerado!






Grandes e pequenos, todos se juntaram num festim que rapidamente esgotou o alimento.




Muito próximo, perdida na vegetação, uma construção que documentava a intervenção humana na sua capacidade de captar e gerir a água.


Afinal, sem água, não há vida!






O tempo corria agora contra os compromissos, era hora de regressar ao caminho, a caminho do Norte.


Parámos ainda em Gulpilhares, destino de eleição sempre que inclui viagens ao Sul.


Já era hora de almoço e não havia tempo de o confeccionar, nem vontade!


Ali mesmo, na esplanada de um restaurante mesmo à beirinha do Senhor da Pedra, foi o local eleito para retemperar o corpo.




Com o bater das ondas nas rochas a permitir novos registos ficamos ali ainda um pouco a saborear também aquele Sol a pedir um mergulho naquelas ondas ainda revoltas.





Ainda antes das 15H00m estávamos já estacionados na Quinta de Cravel, motivo final da nossa viagem de final de semana.






Do quarto das Residências Montepio deitávamos um olhar para fora, na tentativa de estimular desejos e vontades de melhoras que cada vez permanecem mais longínquas à medida que o tempo passa sem os progressos.




Mas os Projectos mantêm-se, na estrita medida das possibilidades.


E as máquinas permanecem à espera de um toque, que pode ser de magia.




Haveríamos de chegar a Guimarães já muito próximo das 20H00m. 


Abrigada a bichana, no seu pouso habitual, demos então por findo um final de semana que, como sempre, foi curto demais, soube a pouco, deixou um travo de saudade e a vontade de voltar.


Voltaremos, quando as condições o permitirem.


Até lá, fica o relato acompanhado de um abraço e até sempre,


José Gonçalves
(Guimarães)

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